IBS e CBS em 2026: Como o IVA Dual vai revolucionar o fluxo de caixa das empresas de Serviços

IBSAtualizado 07/05/2026, 15:35

A partir de janeiro de 2026, empresas do setor de Serviços enfrentam mudanças críticas no IBS e CBS. Saiba como se preparar para a não-cumulatividade plena e evitar surpresas no compliance fiscal.

Resposta direta

A partir de janeiro de 2026, empresas do setor de Serviços enfrentam mudanças críticas no IBS e CBS. Saiba como se preparar para a não-cumulatividade plena e evitar surpresas no compliance fiscal.

Perguntas-chave

  • O que IBS muda na prática para o contribuinte?
  • Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?

O que muda no seu negócio a partir de janeiro de 2026?

Empresas do setor de Serviços terão que se adaptar imediatamente ao IVA Dual, composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substituirão PIS, Cofins, ICMS e ISS. A Lei Complementar (PLP 68/24) estabelece a transição gradual até 2033, mas as primeiras obrigações começam já em 2026. Veja os impactos práticos:

  • Fluxo de caixa: A não-cumulatividade plena permite crédito integral de tributos pagos na cadeia, mas exige controle rigoroso de despesas e insumos. Empresas do Lucro Real serão as mais beneficiadas, enquanto as do Lucro Presumido precisarão revisar margens e contratos.
  • Custos de adaptação: Sistemas de emissão de notas fiscais, ERPs e aplicativos de vendas deverão ser atualizados para incluir campos específicos de IBS e CBS. A Sefin de Rondônia alerta que a falta de adaptação pode gerar multas e perda de créditos.
  • Novas obrigações acessórias: O novo layout da Nota Fiscal exigirá maior transparência e rastreabilidade dos créditos tributários. Empresas B2B poderão optar pelo regime híbrido, combinando Simples Nacional com recolhimento regular de CBS e IBS.

Simples Nacional: O que realmente muda?

Para empresas optantes pelo Simples Nacional, a principal mudança é a inclusão do IBS e CBS no cálculo do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Além disso:

  • O conceito de receita bruta será ampliado, impactando diretamente a faixa de tributação.
  • Empresas que vendem para outras empresas (B2B) poderão avaliar a conveniência de migrar para o regime híbrido, recolhendo CBS e IBS no regime regular.

Lucro Presumido e Lucro Real: Estratégias para minimizar riscos

Empresas do Lucro Presumido enfrentarão desafios adicionais, como a necessidade de revisar margens de lucro e contratos para evitar distorções na apuração de créditos. Já as empresas do Lucro Real terão maior flexibilidade, mas deverão:

  • Atualizar sistemas contábeis para garantir o aproveitamento integral dos créditos.
  • Revisar processos internos para evitar erros na apuração do Imposto Seletivo (IS), que incidirá sobre produtos específicos.

Como se preparar para a transição?

A Sefin de Rondônia recomenda que todas as empresas, do MEI às grandes corporações, iniciem imediatamente o planejamento para a transição. Confira as ações prioritárias:

  • Atualização de sistemas: Verifique se seu ERP e sistemas de emissão de notas fiscais estão preparados para o novo layout.
  • Capacitação da equipe: Participe de seminários e capacitações sobre o tema, como o evento "Desmistificando a Reforma Tributária: um olhar no futuro", promovido pela Sefin.
  • Revisão de contratos: Analise cláusulas tributárias em contratos com fornecedores e clientes para evitar surpresas.
  • Acesso a informações: Consulte o portal reformatributaria.sefin.ro.gov.br para materiais de apoio e perguntas frequentes.

O que dizem os especialistas?

O secretário de Finanças de Rondônia, Luís Fernando Pereira da Silva, destaca que 2026 será um ano chave para a adaptação. "As empresas precisam se planejar agora para evitar surpresas. A Sefin estará ao lado dos contribuintes, oferecendo orientação técnica para garantir uma transição segura."

O governador Marcos Rocha reforça que a Reforma Tributária trará mais previsibilidade e justiça ao sistema. "Rondônia está preparada para apoiar cada empreendedor, garantindo que todos compreendam as novas regras e façam a transição com segurança."

Conclusão: Não deixe para a última hora

A transição para o IVA Dual exige planejamento estratégico e ações imediatas. Empresas que não se prepararem corretamente podem enfrentar problemas de fluxo de caixa, perda de créditos tributários e multas por descumprimento das novas obrigações acessórias. Comece agora a revisar seus processos e sistemas para garantir uma transição tranquila em 2026.