IBS e CBS: Como a derrubada das mudanças do Senado impacta fluxo de caixa e compliance em 2026

IBSAtualizado 07/05/2026, 15:35

Câmara rejeita Senado na Reforma Tributária. Alíquotas de IBS/CBS, benefícios setoriais e medicamentos alterados. Impacto direto em fluxo de caixa e compliance em 2026.

IBS e CBS: Como a derrubada das mudanças do Senado impacta fluxo de caixa e compliance em 2026

Resposta direta

Câmara rejeita Senado na Reforma Tributária. Alíquotas de IBS/CBS, benefícios setoriais e medicamentos alterados. Impacto direto em fluxo de caixa e compliance em 2026.

Perguntas-chave

  • O que IBS muda na prática para o contribuinte?
  • Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?

IBS e CBS: Como a derrubada das mudanças do Senado impacta fluxo de caixa e compliance em 2026

O que muda amanhã para empresas e setores estratégicos

A Câmara dos Deputados aprovou, em 17/12/2024, o Projeto de Lei Complementar (PLP 68/24) que regulamenta a Reforma Tributária, rejeitando as principais alterações feitas pelo Senado. A decisão, por 324 votos a favor, tem impactos imediatos em três frentes críticas para CFOs e gestores tributários:

  • Redução da alíquota padrão do IVA Dual: Cai de 28,55% (versão do Senado) para 27,84%, mas com perda de benefícios setoriais.
  • Fim da substituição tributária facultativa: Elimina a possibilidade de cobrança antecipada do IBS/CBS no primeiro elo da cadeia, como ocorre hoje com ICMS.
  • Revisão de isenções e reduções: Medicamentos, serviços veterinários e água mineral perdem ou têm benefícios reduzidos.

Setor de Serviços: Perdas e oportunidades no novo cenário

A versão aprovada pela Câmara retirou ou reduziu benefícios para segmentos-chave, com impacto direto no fluxo de caixa:

  • Serviços veterinários: Redução de alíquota cai de 60% (Senado) para 30%.
  • Segurança da informação e educação complementar: Perda total do redutor de 60%.
  • Representantes comerciais: Fim da alíquota reduzida em 30%.
"Empresas desses setores precisarão revisar contratos e precificação já em 2025, pois o IBS/CBS entra em vigor em 2026 com alíquotas transicionais", alerta [Nome do Especialista], tributarista do escritório [Nome].

Medicamentos: Lista taxativa de princípios ativos volta a valer

A Câmara restaurou o modelo original, que isenta ou reduz alíquotas com base em princípios ativos específicos, em vez de doenças. Destaques:

  • Farmácia Popular: Perda da alíquota zero.
  • Medicamentos industrializados: Fim da redução de 60% para empresas com compromisso de ajuste de conduta.
  • Vacinas e soros: Isenção mantida, mas sem especificação de princípios ativos (risco de judicialização).

Impacto em compliance:

A ausência de uma lista taxativa na lei complementar exige que empresas do setor mapeiem os princípios ativos elegíveis e ajustem sistemas de faturamento para evitar autuações.

Imposto Seletivo (IS): Veículos e bebidas açucaradas sob nova regra

O texto aprovado restabelece a cobrança do IS sobre bebidas açucaradas e define cinco critérios para alíquotas de veículos, a serem detalhados em lei ordinária:

  • Potência do motor.
  • Densidade tecnológica.
  • Etapas de fabricação no Brasil.
  • Categoria do veículo (elétricos, híbridos, etc.).
  • Impacto ambiental.

Perda de incentivo:

Foi derrubada a redução de até 25% no IS para empresas que adotassem medidas de mitigação de danos à saúde ou meio ambiente.

Custos de adaptação: O que empresas devem priorizar

A não-cumulatividade plena do IBS/CBS exige investimentos em três áreas:

  1. Sistemas de gestão tributária: Atualização para calcular créditos fiscais em tempo real e integrar CBS (federal) e IBS (estadual/municipal).
  2. Revisão de contratos: Cláusulas de repasse de custos tributários e revisão de preços.
  3. Treinamento de equipes: Capacitação em novas obrigações acessórias, como a Declaração Unificada de Bens e Serviços (DUBS), prevista na LC.

Prazo crítico:

A transição começa em 2026, com alíquotas reduzidas (0,1% para CBS e 0,05% para IBS), mas a adaptação deve começar já em 2025 para evitar gargalos.

Próximos passos: Sanção presidencial e regulamentação

Com a aprovação, o PLP 68/24 segue para sanção do presidente Lula. Após a publicação, o Comitê Gestor do IBS terá 180 dias para regulamentar:

  • Regras de apuração e compensação de créditos.
  • Detalhamento das alíquotas do Imposto Seletivo.
  • Procedimentos para o cashback (devolução parcial para baixa renda).
"A incerteza regulatória persiste, especialmente para setores que dependem de definições do Comitê Gestor. Recomenda-se monitorar as resoluções e participar de consultas públicas", orienta [Nome do Especialista], sócio da área tributária de [Escritório].

Checklist para CFOs e contadores

  • Mapear impactos setoriais específicos (use a tabela abaixo).
  • Simular cenários de fluxo de caixa com a alíquota de 27,84%.
  • Revisar contratos com cláusulas de repasse tributário.
  • Iniciar testes em sistemas para a DUBS.
  • Participar de audiências públicas do Comitê Gestor do IBS.
Setor Mudança Impacto em 2026
Serviços veterinários Redução de 60% → 30% Aumento de 30% na carga tributária
Medicamentos (Farmácia Popular) Perda da alíquota zero Repasse de custos ao consumidor ou redução de margens
Veículos IS com critérios técnicos Planejamento de produção com base em densidade tecnológica
Água mineral Perda de redução de alíquota Aumento de preços ou compressão de margens