IBS e CBS: Como a derrubada das mudanças do Senado impacta fluxo de caixa e compliance em 2026
Câmara rejeita Senado na Reforma Tributária. Alíquotas de IBS/CBS, benefícios setoriais e medicamentos alterados. Impacto direto em fluxo de caixa e compliance em 2026.
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- IVA Dual
- Compliance Fiscal
- Setor de Serviços
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- Imposto Seletivo
- Fluxo de Caixa
- PLP 68/24
Resposta direta
Câmara rejeita Senado na Reforma Tributária. Alíquotas de IBS/CBS, benefícios setoriais e medicamentos alterados. Impacto direto em fluxo de caixa e compliance em 2026.
Perguntas-chave
- O que IBS muda na prática para o contribuinte?
- Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?
IBS e CBS: Como a derrubada das mudanças do Senado impacta fluxo de caixa e compliance em 2026
O que muda amanhã para empresas e setores estratégicos
A Câmara dos Deputados aprovou, em 17/12/2024, o Projeto de Lei Complementar (PLP 68/24) que regulamenta a Reforma Tributária, rejeitando as principais alterações feitas pelo Senado. A decisão, por 324 votos a favor, tem impactos imediatos em três frentes críticas para CFOs e gestores tributários:
- Redução da alíquota padrão do IVA Dual: Cai de 28,55% (versão do Senado) para 27,84%, mas com perda de benefícios setoriais.
- Fim da substituição tributária facultativa: Elimina a possibilidade de cobrança antecipada do IBS/CBS no primeiro elo da cadeia, como ocorre hoje com ICMS.
- Revisão de isenções e reduções: Medicamentos, serviços veterinários e água mineral perdem ou têm benefícios reduzidos.
Setor de Serviços: Perdas e oportunidades no novo cenário
A versão aprovada pela Câmara retirou ou reduziu benefícios para segmentos-chave, com impacto direto no fluxo de caixa:
- Serviços veterinários: Redução de alíquota cai de 60% (Senado) para 30%.
- Segurança da informação e educação complementar: Perda total do redutor de 60%.
- Representantes comerciais: Fim da alíquota reduzida em 30%.
"Empresas desses setores precisarão revisar contratos e precificação já em 2025, pois o IBS/CBS entra em vigor em 2026 com alíquotas transicionais", alerta [Nome do Especialista], tributarista do escritório [Nome].
Medicamentos: Lista taxativa de princípios ativos volta a valer
A Câmara restaurou o modelo original, que isenta ou reduz alíquotas com base em princípios ativos específicos, em vez de doenças. Destaques:
- Farmácia Popular: Perda da alíquota zero.
- Medicamentos industrializados: Fim da redução de 60% para empresas com compromisso de ajuste de conduta.
- Vacinas e soros: Isenção mantida, mas sem especificação de princípios ativos (risco de judicialização).
Impacto em compliance:
A ausência de uma lista taxativa na lei complementar exige que empresas do setor mapeiem os princípios ativos elegíveis e ajustem sistemas de faturamento para evitar autuações.
Imposto Seletivo (IS): Veículos e bebidas açucaradas sob nova regra
O texto aprovado restabelece a cobrança do IS sobre bebidas açucaradas e define cinco critérios para alíquotas de veículos, a serem detalhados em lei ordinária:
- Potência do motor.
- Densidade tecnológica.
- Etapas de fabricação no Brasil.
- Categoria do veículo (elétricos, híbridos, etc.).
- Impacto ambiental.
Perda de incentivo:
Foi derrubada a redução de até 25% no IS para empresas que adotassem medidas de mitigação de danos à saúde ou meio ambiente.
Custos de adaptação: O que empresas devem priorizar
A não-cumulatividade plena do IBS/CBS exige investimentos em três áreas:
- Sistemas de gestão tributária: Atualização para calcular créditos fiscais em tempo real e integrar CBS (federal) e IBS (estadual/municipal).
- Revisão de contratos: Cláusulas de repasse de custos tributários e revisão de preços.
- Treinamento de equipes: Capacitação em novas obrigações acessórias, como a Declaração Unificada de Bens e Serviços (DUBS), prevista na LC.
Prazo crítico:
A transição começa em 2026, com alíquotas reduzidas (0,1% para CBS e 0,05% para IBS), mas a adaptação deve começar já em 2025 para evitar gargalos.
Próximos passos: Sanção presidencial e regulamentação
Com a aprovação, o PLP 68/24 segue para sanção do presidente Lula. Após a publicação, o Comitê Gestor do IBS terá 180 dias para regulamentar:
- Regras de apuração e compensação de créditos.
- Detalhamento das alíquotas do Imposto Seletivo.
- Procedimentos para o cashback (devolução parcial para baixa renda).
"A incerteza regulatória persiste, especialmente para setores que dependem de definições do Comitê Gestor. Recomenda-se monitorar as resoluções e participar de consultas públicas", orienta [Nome do Especialista], sócio da área tributária de [Escritório].
Checklist para CFOs e contadores
- Mapear impactos setoriais específicos (use a tabela abaixo).
- Simular cenários de fluxo de caixa com a alíquota de 27,84%.
- Revisar contratos com cláusulas de repasse tributário.
- Iniciar testes em sistemas para a DUBS.
- Participar de audiências públicas do Comitê Gestor do IBS.
| Setor | Mudança | Impacto em 2026 |
|---|---|---|
| Serviços veterinários | Redução de 60% → 30% | Aumento de 30% na carga tributária |
| Medicamentos (Farmácia Popular) | Perda da alíquota zero | Repasse de custos ao consumidor ou redução de margens |
| Veículos | IS com critérios técnicos | Planejamento de produção com base em densidade tecnológica |
| Água mineral | Perda de redução de alíquota | Aumento de preços ou compressão de margens |


