IBS e CBS: Como o IVA Dual de 28% vai redefinir o fluxo de caixa do setor de combustíveis a partir de 2026
Nova regra do IVA Dual (IBS + CBS) pode elevar alíquota a 28%, impactando custos e compliance no setor de combustíveis. Saiba como se preparar.
Resposta direta
Nova regra do IVA Dual (IBS + CBS) pode elevar alíquota a 28%, impactando custos e compliance no setor de combustíveis. Saiba como se preparar.
Perguntas-chave
- O que IBS muda na prática para o contribuinte?
- Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?
O que muda no setor de combustíveis com a Reforma Tributária em 2026
O setor de combustíveis, um dos mais sensíveis à carga tributária no Brasil, enfrentará uma revolução com a implementação do IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado dividido entre IBS e CBS), previsto na Lei Complementar aprovada em 2023. A alíquota combinada pode chegar a 28%, segundo estudo do Ipea, tornando-se uma das mais altas do mundo. Para CFOs e gestores, o impacto será imediato:
- Fluxo de caixa: A não-cumulatividade plena exige revisão de contratos e precificação, especialmente para distribuidores e revendedores. O crédito tributário acumulado em etapas anteriores da cadeia poderá ser utilizado, mas com novas regras de apuração.
- Custos de adaptação: Sistemas de ERP e obrigações acessórias (como a nova declaração unificada) demandarão investimentos em tecnologia. Empresas do setor estimam gastos de até R$ 500 mil para adequação.
- Imposto Seletivo (IS): Combustíveis fósseis serão tributados adicionalmente pelo IS, enquanto biocombustíveis (como etanol e diesel renovável) terão tratamento diferenciado, conforme previsto no PLP 68/24. A estratégia de portfólio precisará ser reavaliada.
Compliance fiscal: Novas obrigações acessórias
A transição para o IVA Dual trará desafios operacionais:
- Declaração unificada: Substituição de múltiplas guias (PIS, Cofins, ICMS, ISS) por um único documento, com prazo de entrega mensal.
- Transparência de preços: A ANP poderá exigir divulgação diária de preços, aumentando a exposição a fiscalizações. Postos de combustíveis com viabilidade técnica já devem instalar sensores de monitoramento.
- Créditos tributários: A recuperação de créditos do IBS/CBS dependerá de comprovação rigorosa, sob risco de glosas. Advogados tributaristas recomendam auditorias prévias.
Setor de biocombustíveis: Oportunidade ou armadilha?
Enquanto o governo sinaliza incentivos para biocombustíveis (como isenção parcial do IS), a incerteza regulatória persiste. A Be8, por exemplo, defende no Conselhão que o setor seja priorizado, mas a falta de clareza sobre alíquotas pode atrasar investimentos. Para empresas do segmento:
- Avalie a viabilidade de exportações, já que o mercado interno pode se tornar menos competitivo com a carga tributária elevada.
- Monitore o PLP 68/24, que detalhará as regras para o IS e regimes especiais.
- Prepare-se para disputas judiciais: A brecha para tributos estaduais adicionais (mencionada em nota técnica) pode gerar litígios.
Checklist para 2024-2025: Como se preparar
Empresas do setor devem agir agora para mitigar riscos:
- Mapeie a cadeia de valor: Identifique onde o IBS/CBS incidirá e como os créditos serão gerados.
- Revise contratos: Cláusulas de repasse de custos tributários devem ser atualizadas.
- Invista em tecnologia: Sistemas de compliance fiscal (como módulos de IVA Dual) serão essenciais.
- Treine equipes: Contadores e advogados precisam dominar as novas regras de apuração e recuperação de créditos.
- Acompanhe o Congresso: O PLP 68/24 ainda pode sofrer alterações antes da sanção presidencial.
Conclusão: O que fazer amanhã
A Reforma Tributária não é uma ameaça distante, mas uma realidade que exigirá agilidade e precisão. Para o setor de combustíveis, a palavra-chave é antecipação: quem ajustar processos e estratégias antes de 2026 terá vantagem competitiva. Fique atento às publicações do Nova Regra para atualizações em tempo real.
Fontes originais:


