IBS e CBS: Como a Reforma Tributária (PLP 68/24) Impacta o Fluxo de Caixa e Compliance dos Municípios em 2026
Nova regulamentação do IVA Dual exige adaptação imediata dos fiscos municipais. Saiba como o IBS e a CBS afetam a arrecadação, obrigações acessórias e custos de transição.
Resposta direta
Nova regulamentação do IVA Dual exige adaptação imediata dos fiscos municipais. Saiba como o IBS e a CBS afetam a arrecadação, obrigações acessórias e custos de transição.
Perguntas-chave
- O que IBS muda na prática para o contribuinte?
- Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?
O Que Muda para os Municípios a Partir de 2026?
A aprovação do PLP 68/24 e a iminente implementação do IVA Dual (composto pelo IBS e CBS) redefinem as regras de arrecadação e compliance fiscal para os 5.571 municípios brasileiros. Com a substituição do ISS e ICMS pelo novo modelo, gestores públicos e empresas locais enfrentam desafios urgentes:
- Fluxo de Caixa: A transição para o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) exige revisão de alíquotas e prazos de recolhimento, impactando diretamente a liquidez municipal.
- Custos de Adaptação: Sistemas de arrecadação, treinamento de equipes e adequação de obrigações acessórias demandam investimentos imediatos.
- Comitê Gestor do IBS (CG-IBS): A representação municipal no órgão é crítica para garantir autonomia na gestão do imposto, conforme alertado pela FENAFIM em notas técnicas.
Três Ações Críticas para os Fiscos Municipais
Com base nas diretrizes da Lei Complementar 214/2025 e nas recomendações da FENAFIM, os municípios devem priorizar:
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Estruturação da Administração Tributária:
- Criação de Secretarias da Receita Municipal dedicadas ao IBS (ex.: casos de Porto Alegre e Mossoró).
- Fortalecimento de carreiras fiscais via concursos públicos (a FENAFIM tem atuado contra contratações temporárias inconstitucionais).
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Capacitação Técnica:
- Treinamento em não-cumulatividade plena e gestão do Imposto Seletivo (IS).
- Parcerias com Tribunais de Contas e Ministérios Públicos para auditorias preventivas (ex.: TCE-AL e MPC-PR).
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Engajamento no CG-IBS:
- Pressão por emendas ao PLP 108/24 (como a Emenda 195, apoiada pela FENAFIM) para garantir financiamento mínimo aos fiscos municipais.
- Participação em fóruns regionais (ex.: Fórum Sergipano para Implantação da Reforma Tributária).
Riscos e Oportunidades: O Que Dizem os Especialistas
Em evento recente com o senador Eduardo Gomes (PL-TO), a FENAFIM destacou:
- Risco: A Emenda 100 ao PLP 108/24 pode ampliar a burocracia no CG-IBS, fragilizando a governança do imposto.
- Oportunidade: Municípios que anteciparem a modernização tributária (ex.: Santa Cruz do Capibaribe-PE) poderão aumentar a arrecadação em até 20%, segundo projeções da UFPE.
Cronograma de Implementação: Prazos que Não Podem Ser Ignorados
| Etapa | Prazo | Ação Recomendada |
|---|---|---|
| Regulamentação do IBS | Até dezembro/2025 | Envio de propostas ao Senado (ex.: participação da FENAFIM em audiências públicas). |
| Transição do ISS para IBS | Janeiro/2026 | Adequação de sistemas e alíquotas (ex.: municípios como Gramado-RS já suspenderam concursos para revisar estruturas). |
| Operacionalização do CG-IBS | Julho/2026 | Definição de representantes municipais (FENAFIM e ANAFISCO lançaram carta aberta em defesa da participação qualificada). |
Ferramentas e Recursos Disponíveis
A FENAFIM e suas filiadas oferecem suporte técnico, incluindo:
- Cartilha da Reforma Tributária: Guia prático para municípios, lançado no XXXV Congresso da FENAFIM.
- Escola Nacional Fazendária (ENAFF): Cursos sobre jurisprudência tributária e gestão do IBS.
- Seminários Regionais: Eventos como o SEMAAT 2025 (Porto Alegre) e o Dia do Fisco Municipal (Caruaru-PE).
Conclusão: O Custo da Inação
Municípios que não se adaptarem ao IVA Dual até 2026 correm o risco de:
- Perda de receita por subdeclaração ou erros no recolhimento do IBS.
- Multas por descumprimento de obrigações acessórias (ex.: notas fiscais eletrônicas).
- Dependência de repasses estaduais e federais, reduzindo a autonomia fiscal.
Recomendação final: CFOs e gestores municipais devem iniciar auditorias internas imediatamente, priorizando a integração dos fiscos estaduais e municipais (conforme previsto no PLP 108/24). A FENAFIM disponibiliza modelos de ofícios e consultoria técnica para municípios.
Fontes originais:


