IBS e CBS: Setor Imobiliário Exige Redução de 60% na Alíquota para Evitar Aumento de Custos em 2026
Setor imobiliário demanda redução de 60% na alíquota do IVA Dual (IBS+CBS) em PLP 68/24 para evitar aumento de custos a partir de 2026 e repasse ao consumidor.
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Resposta direta
Setor imobiliário demanda redução de 60% na alíquota do IVA Dual (IBS+CBS) em PLP 68/24 para evitar aumento de custos a partir de 2026 e repasse ao consumidor.
Perguntas-chave
- O que IBS muda na prática para o contribuinte?
- Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?
IBS e CBS: Setor Imobiliário Exige Redução de 60% na Alíquota para Evitar Aumento de Custos em 2026
Impacto Imediato: Como o IVA Dual Afeta o Setor Imobiliário a Partir de 2026
O setor imobiliário enfrenta um choque de compliance e fluxo de caixa com a Reforma Tributária. Estudos da ABRAINC, Secovi-SP e outras entidades revelam que a redução de 40% na alíquota-padrão do IVA Dual (IBS + CBS) — prevista no PLP 68/24 — é insuficiente para conter o aumento de custos. A proposta do setor? Um desconto de 60% na alíquota, sob risco de repasse direto ao consumidor.
O Que Muda na Prática: Alíquotas e Carga Tributária
- Imóveis até R$ 240 mil: Carga atual de 6% → Projeção de 7% (aumento de 1 p.p.).
- Imóveis até R$ 500 mil: De 8% para 10% (aumento de 2 p.p.).
- Imóveis acima de R$ 1 milhão: De 8% para 12% (aumento de 4 p.p.).
A justificativa das entidades é clara: a não-cumulatividade plena do novo sistema não compensa o impacto nos custos de construção, especialmente em obras de alto valor.
"Quem perde é o consumidor", alertou Luiz França, presidente da ABRAINC, durante o Abecip Summit 2024.
Fluxo de Caixa e Novas Obrigações Acessórias
Além do aumento de alíquotas, o setor precisará se adaptar a:
- Dedução do valor do terreno: Para incorporações, o imposto incidirá apenas sobre a diferença entre o custo de venda e o valor do terreno (ou imóveis adquiridos para a obra).
- Isenção para vendas eventuais: Pessoas físicas continuam isentas na venda de imóveis, mas empresas terão regras mais rígidas.
- Custos de adaptação: Sistemas de gestão tributária (ERP) precisarão ser atualizados para calcular o IBS e a CBS separadamente, com alíquotas distintas.
Posição da Fazenda: "Reforma Não Aumentará Custos"
O Ministério da Fazenda rebate as críticas. Em nota ao Globo, a pasta afirmou que "a Reforma Tributária será positiva para o setor imobiliário" e que não haverá "aumento relevante de custos". A Fazenda destaca que:
- Vendas de imóveis por pessoas físicas não serão tributadas.
- Para incorporadoras, o imposto incidirá apenas sobre a margem de valor agregado (diferença entre custo de venda e terreno).
Riscos para o Setor: Inflação e Desaceleração das Vendas
As entidades alertam para um cenário de dupla pressão:
- Inflação imobiliária: Aumento de custos pode ser repassado aos preços finais, impactando o IPCA.
- Desaceleração das vendas: Consumidores podem adiar a compra de imóveis devido ao encarecimento.
O Que Fazer Agora: Checklist para Empresas
Para se preparar, CFOs e contadores devem:
- Revisar contratos de compra e venda para incluir cláusulas de repasses de custos tributários.
- Atualizar sistemas de ERP para calcular o IVA Dual (IBS + CBS) e o Imposto Seletivo (IS).
- Realizar simulações de impacto no fluxo de caixa com base nas novas alíquotas.
- Monitorar a tramitação do PLP 68/24 no Senado, que pode alterar as regras atuais.
Fonte: Dados da ABRAINC, Secovi-SP e Ministério da Fazenda, com análise exclusiva do portal Nova Regra.


