IBS e CBS: Setor Imobiliário Exige Redução de 60% na Alíquota para Evitar Aumento de Custos em 2026

IBSAtualizado 07/05/2026, 15:35

Setor imobiliário demanda redução de 60% na alíquota do IVA Dual (IBS+CBS) em PLP 68/24 para evitar aumento de custos a partir de 2026 e repasse ao consumidor.

IBS e CBS: Setor Imobiliário Exige Redução de 60% na Alíquota para Evitar Aumento de Custos em 2026

Resposta direta

Setor imobiliário demanda redução de 60% na alíquota do IVA Dual (IBS+CBS) em PLP 68/24 para evitar aumento de custos a partir de 2026 e repasse ao consumidor.

Perguntas-chave

  • O que IBS muda na prática para o contribuinte?
  • Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?

IBS e CBS: Setor Imobiliário Exige Redução de 60% na Alíquota para Evitar Aumento de Custos em 2026

Impacto Imediato: Como o IVA Dual Afeta o Setor Imobiliário a Partir de 2026

O setor imobiliário enfrenta um choque de compliance e fluxo de caixa com a Reforma Tributária. Estudos da ABRAINC, Secovi-SP e outras entidades revelam que a redução de 40% na alíquota-padrão do IVA Dual (IBS + CBS) — prevista no PLP 68/24 — é insuficiente para conter o aumento de custos. A proposta do setor? Um desconto de 60% na alíquota, sob risco de repasse direto ao consumidor.

O Que Muda na Prática: Alíquotas e Carga Tributária

  • Imóveis até R$ 240 mil: Carga atual de 6% → Projeção de 7% (aumento de 1 p.p.).
  • Imóveis até R$ 500 mil: De 8% para 10% (aumento de 2 p.p.).
  • Imóveis acima de R$ 1 milhão: De 8% para 12% (aumento de 4 p.p.).

A justificativa das entidades é clara: a não-cumulatividade plena do novo sistema não compensa o impacto nos custos de construção, especialmente em obras de alto valor.

"Quem perde é o consumidor", alertou Luiz França, presidente da ABRAINC, durante o Abecip Summit 2024.

Fluxo de Caixa e Novas Obrigações Acessórias

Além do aumento de alíquotas, o setor precisará se adaptar a:

  • Dedução do valor do terreno: Para incorporações, o imposto incidirá apenas sobre a diferença entre o custo de venda e o valor do terreno (ou imóveis adquiridos para a obra).
  • Isenção para vendas eventuais: Pessoas físicas continuam isentas na venda de imóveis, mas empresas terão regras mais rígidas.
  • Custos de adaptação: Sistemas de gestão tributária (ERP) precisarão ser atualizados para calcular o IBS e a CBS separadamente, com alíquotas distintas.

Posição da Fazenda: "Reforma Não Aumentará Custos"

O Ministério da Fazenda rebate as críticas. Em nota ao Globo, a pasta afirmou que "a Reforma Tributária será positiva para o setor imobiliário" e que não haverá "aumento relevante de custos". A Fazenda destaca que:

  • Vendas de imóveis por pessoas físicas não serão tributadas.
  • Para incorporadoras, o imposto incidirá apenas sobre a margem de valor agregado (diferença entre custo de venda e terreno).

Riscos para o Setor: Inflação e Desaceleração das Vendas

As entidades alertam para um cenário de dupla pressão:

  • Inflação imobiliária: Aumento de custos pode ser repassado aos preços finais, impactando o IPCA.
  • Desaceleração das vendas: Consumidores podem adiar a compra de imóveis devido ao encarecimento.

O Que Fazer Agora: Checklist para Empresas

Para se preparar, CFOs e contadores devem:

  • Revisar contratos de compra e venda para incluir cláusulas de repasses de custos tributários.
  • Atualizar sistemas de ERP para calcular o IVA Dual (IBS + CBS) e o Imposto Seletivo (IS).
  • Realizar simulações de impacto no fluxo de caixa com base nas novas alíquotas.
  • Monitorar a tramitação do PLP 68/24 no Senado, que pode alterar as regras atuais.

Fonte: Dados da ABRAINC, Secovi-SP e Ministério da Fazenda, com análise exclusiva do portal Nova Regra.