IBS e CBS em 2026: Como o Setor de Serviços Enfrentará o Aumento de Carga Tributária e a Não-Cumulatividade Plena
Nova regra do IVA Dual eleva alíquotas para até 25% no setor de serviços. Entenda os riscos de fluxo de caixa, custos de adaptação e como otimizar créditos do IBS/CBS.
Resposta direta
Nova regra do IVA Dual eleva alíquotas para até 25% no setor de serviços. Entenda os riscos de fluxo de caixa, custos de adaptação e como otimizar créditos do IBS/CBS.
Perguntas-chave
- O que IBS muda na prática para o contribuinte?
- Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?
O Que Muda para o Setor de Serviços a Partir de 2026?
Empresas do setor de serviços enfrentarão um choque tributário com a implementação do IVA Dual (IBS e CBS), previsto na Lei Complementar aprovada em 2024. A alíquota estimada em 25% — contra os atuais 3,65% a 8,65% de PIS/Cofins + 5% de ISS — representa um aumento de até 207% na carga tributária, segundo cálculos da CNC. O impacto será imediato no fluxo de caixa e na competitividade de segmentos como saúde, educação e tecnologia.
Riscos e Oportunidades do IVA Dual para Serviços
- Não-Cumulatividade Plena vs. Baixa Geração de Créditos: Embora o IBS e a CBS permitam a compensação de créditos ao longo da cadeia, empresas de serviços — que vendem diretamente ao consumidor final — terão poucas oportunidades de aproveitamento. A lógica do IVA favorece setores industriais e comerciais, onde a aquisição de insumos gera créditos significativos.
- Custos de Adaptação: A transição exigirá investimentos em sistemas de compliance fiscal, como:
- Emissores de NFS-e e NFC-e adaptados ao novo regime;
- Ferramentas de gestão de créditos IBS/CBS para evitar perdas;
- Automação de GNRE e caixa postal fiscal para evitar multas.
- Imposto Seletivo (IS): Alguns serviços poderão ser onerados pelo IS, tributo que incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais (ex: bebidas açucaradas, combustíveis). A definição dos itens afetados ainda depende de regulamentação.
Como Mitigar os Impactos?
Para reduzir os efeitos da reforma, especialistas recomendam:
- Revisão de Contratos: Cláusulas de repasses de custos tributários devem ser ajustadas para refletir a nova realidade.
- Planejamento de Créditos: Mesmo com baixa geração, é possível otimizar créditos de IBS/CBS em despesas como:
- Aluguel de imóveis comerciais;
- Serviços de TI e telecomunicações;
- Energia elétrica e água.
- Automação Fiscal: Soluções como repositórios de DF-e e gestão de tarefas fiscais serão essenciais para evitar erros e multas.
Próximos Passos: O Que Monitorar?
A regulamentação final da reforma ainda depende de leis complementares (como a PLP 68/24), que definirão:
- Alíquotas definitivas do IBS e CBS;
- Regras de transição para o setor de serviços;
- Critérios para aproveitamento de créditos.
Empresas que anteciparem a adaptação terão vantagem competitiva. Acompanhe as atualizações do Nova Regra para não perder prazos críticos.
Fontes originais:


