Imposto Seletivo (IS) em 2027: Como o novo tributo vai redefinir custos no transporte de cargas e logística

Imposto SeletivoAtualizado 07/05/2026, 15:35

Imposto Seletivo (IS) em 2027: Redefinição de custos para transporte e logística. Impacto em combustíveis, IVA Dual e novas obrigações. Guia de preparo essencial para transportadoras.

Imposto Seletivo (IS) em 2027: Como o novo tributo vai redefinir custos no transporte de cargas e logística

Resposta direta

Imposto Seletivo (IS) em 2027: Redefinição de custos para transporte e logística. Impacto em combustíveis, IVA Dual e novas obrigações. Guia de preparo essencial para transportadoras.

Perguntas-chave

  • O que Imposto Seletivo muda na prática para o contribuinte?
  • Como IS afeta planejamento e tomada de decisão?

Imposto Seletivo (IS) em 2027: Como o novo tributo vai redefinir custos no transporte de cargas e logística

IS em 2027: O que muda no fluxo de caixa das transportadoras já no próximo ano

O Imposto Seletivo (IS), previsto na Lei Complementar 214/2025, entra em vigor em 2027 como parte da Reforma Tributária. Para o setor de transportes, o impacto será direto: combustíveis — principal insumo do segmento — terão incidência do IS, elevando custos operacionais. Enquanto caminhões e veículos de carga estão isentos do tributo, a cadeia logística enfrentará desafios de repasses de preços, gestão de créditos do IVA Dual (CBS + IBS) e novas obrigações acessórias.

Como o IS funciona: Monofasia e não-cumulatividade limitada

Diferente do IVA Dual (CBS e IBS), que opera com não-cumulatividade plena e compensação de créditos, o IS é monofásico: incide apenas uma vez na cadeia (produção ou importação) e não gera créditos tributários. Isso significa:

  • Combustíveis: Alíquotas ainda não definidas, mas a expectativa é de impacto no diesel e gasolina, com possível repasse para fretes.
  • Veículos: Alíquotas variáveis conforme eficiência energética e emissão de gases — elétricos e adaptados para PCDs são isentos.
  • Bens minerais: Minérios e derivados terão IS, mas exportações são isentas.

Setor de transportes: 3 riscos e oportunidades sob o IS

Para CFOs e gestores, o IS exige planejamento imediato. Veja os principais pontos de atenção:

  1. Aumento de custos com combustíveis:

    O IS sobre derivados de petróleo pode elevar o preço do diesel em até 10% (estimativa inicial). Empresas devem:

    • Revisar contratos de frete com cláusulas de repasse de custos.
    • Otimizar rotas e frota para reduzir consumo.

  2. Créditos do IVA Dual: Como compensar?

    Embora o IS não gere créditos, insumos usados no transporte (como pneus e peças) geram créditos de CBS e IBS. A estratégia é:

    • Mapear todos os insumos elegíveis para créditos.
    • Investir em sistemas de gestão tributária integrada para evitar perdas.

  3. Compliance e novas obrigações:

    A partir de 2027, transportadoras deverão:

    • Declarar o IS em notas fiscais eletrônicas (NF-e).
    • Manter registros detalhados de combustíveis e insumos para auditorias.
    • Adaptar sistemas de gestão para segregar custos com IS (não creditáveis) dos demais tributos.

Tecnologia como aliada: Por que o TMS se torna obrigatório

Com a complexidade do IS e do IVA Dual, planilhas e ERPs genéricos não serão suficientes. Um TMS (Transportation Management System) especializado, como o Bsoft TMS, é essencial para:

  • Automatizar o cálculo de créditos de CBS/IBS.
  • Gerar relatórios de impacto do IS no fluxo de caixa.
  • Integrar dados fiscais com a contabilidade para compliance.
"A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de alíquotas, mas uma transformação na forma como as empresas gerenciam custos e riscos fiscais. Quem não se preparar agora, perderá competitividade em 2027." — Especialista em compliance tributário da Nova Regra.

Checklist para transportadoras: O que fazer até 2027

  • Auditoria de insumos: Identificar quais itens geram créditos de CBS/IBS e quais terão IS.
  • Revisão de contratos: Incluir cláusulas de repasse de custos com IS em fretes e logística.
  • Treinamento de equipes: Capacitar contabilidade e operações sobre as novas regras.
  • Investimento em TMS: Escolher um sistema com módulos fiscais específicos para o setor.
  • Simulações de impacto: Projetar cenários com diferentes alíquotas de IS para ajustar preços.

O que ainda não está definido (e como monitorar)

Três pontos críticos aguardam regulamentação:

  1. Alíquotas do IS: Ainda não há definição para combustíveis, bebidas e veículos. Acompanhe atualizações no site da Receita Federal.
  2. Regras de exportação: Produtos isentos de IS na exportação podem ter exceções. Consulte a LC 214/2025 para detalhes.
  3. Obrigações acessórias: O formato da declaração do IS (possivelmente via EFD-Contribuições) será definido em 2026.

Próximos passos: Empresas do setor devem iniciar testes em ambientes de homologação fiscal já em 2026, para evitar surpresas no início da vigência do IS.