ITCMD Progressivo: Como a Reforma Tributária Aumenta Custos de Sucessão e O Que Fazer Agora

ITCMDAtualizado 07/05/2026, 15:35

Reforma Tributária torna ITCMD progressivo em 2026. Saiba como planejar a sucessão para evitar aumento de até 8% na carga tributária e otimizar fluxo de caixa.

Resposta direta

Reforma Tributária torna ITCMD progressivo em 2026. Saiba como planejar a sucessão para evitar aumento de até 8% na carga tributária e otimizar fluxo de caixa.

Perguntas-chave

  • O que ITCMD muda na prática para o contribuinte?
  • Como Reforma Tributária afeta planejamento e tomada de decisão?

O Que Muda no ITCMD a Partir de 2026: Impacto Imediato para Empresas e Famílias

A Emenda Constitucional nº 132/23 (Reforma Tributária) estabeleceu a progressividade obrigatória do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), mas os Estados têm até 2026 para adequar suas legislações. Para CFOs, contadores e famílias com patrimônio elevado, a mudança representa:

  • Aumento de até 100% na alíquota: Patrimônios acima de R$ 3 milhões poderão ser tributados em 8% (hoje, SP e MG cobram 4% e 5%, respectivamente).
  • Risco de majoração do teto: A Resolução do Senado que limita a alíquota máxima em 8% pode ser revista, elevando ainda mais a carga.
  • Janela de planejamento: Alterações só entram em vigor no ano seguinte à publicação da lei estadual, com 90 dias de vacância (princípios da anterioridade anual e nonagesimal).

Estados-Chave: Onde o ITCMD Já é Progressivo e Onde Vai Mudar

Confira o cenário nos três maiores Estados do país:

Estado Alíquota Atual Progressividade Projeto de Lei em Andamento
São Paulo 4% (única) Não PL nº 7/24: 2% a 8% (progressivo)
Minas Gerais 5% (única) Não Em estudo (sem PL publicado)
Rio de Janeiro 4% a 8% (progressivo) Sim Modelo já implementado

Estratégias de Compliance para Mitigar Riscos

Com a arrecadação do ITCMD crescendo 13% acima da inflação em 2024 (Folha de S.Paulo), empresas e famílias devem agir agora:

  • Antecipação de doações: Transmitir patrimônio antes da vigência das novas alíquotas pode gerar economia de até R$ 120 mil por R$ 3 milhões em SP (diferença entre 4% e 8%).
  • Revisão de avaliações fiscais: Autoridades têm adotado critérios controversos para valorar bens (ex: imóveis), aumentando a base de cálculo. Contestações administrativas podem reduzir o imposto devido.
  • Estruturas societárias: Holdings familiares e cláusulas de usufruto podem otimizar a transmissão de ativos operacionais sem incidência imediata do ITCMD.
  • Monitoramento legislativo: Acompanhar os PLs estaduais (ex: PL 7/24 em SP) para planejar doações com 6 a 12 meses de antecedência.

Cronograma Crítico: Prazos e Obrigações Acessórias

Fique atento aos marcos temporais:

  • Até dezembro/2025: Última janela para doações sob alíquotas atuais (sujeitas à anterioridade nonagesimal).
  • 2026: Vigência das novas leis estaduais (ex: SP pode implementar progressividade em 1º/01/2026 se o PL 7/24 for aprovado em 2025).
  • Obrigações acessórias: Estados podem exigir declarações prévias de doações ou laudos de avaliação para evitar subfaturamento.

Riscos de Não Compliance: Multas e Contencioso

A fiscalização do ITCMD tem se intensificado, com riscos para contribuintes:

  • Multas: Até 100% do imposto devido por omissão de bens ou subavaliação (art. 44 da Lei nº 9.430/96).
  • Contencioso: Questionamentos sobre a base de cálculo (ex: valor de mercado vs. valor declarado) têm levado a autuações. Em 2024, o STJ julgou 12 recursos sobre ITCMD, com 75% favoráveis ao Fisco.
  • Planejamento agressivo: Operações como doações com reserva de usufruto podem ser desconsideradas se configurarem simulação (art. 167 do Código Civil).

Checklist para CFOs e Contadores

Prepare sua empresa ou cliente para a transição:

  1. Mapeie patrimônios: Identifique bens sujeitos ao ITCMD (imóveis, participações societárias, investimentos) e seus valores de mercado.
  2. Simule cenários: Compare o custo atual vs. futuro (ex: doação hoje a 4% vs. herança em 2026 a 8%).
  3. Documente avaliações: Laudos técnicos para imóveis e empresas reduzem riscos de autuação.
  4. Revise estruturas: Verifique se holdings ou trusts estão alinhados às novas regras (ex: incidência sobre bens no exterior).
  5. Treine equipes: Capacite o time jurídico e contábil sobre as novas obrigações acessórias estaduais.

O Que Fazer nos Próximos 6 Meses

Prioridades para líderes financeiros e tributaristas:

  • SP e MG: Acompanhar os PLs estaduais (ex: PL 7/24 em SP) e planejar doações antes da aprovação.
  • RJ e outros Estados: Revisar planejamentos sucessórios existentes para evitar surpresas com alíquotas já progressivas.
  • Empresas familiares: Realizar due diligence tributária para identificar passivos ocultos em sucessões anteriores.
  • Setor imobiliário: Avaliar impacto em incorporadoras e fundos de investimento (ex: transmissão de cotas).

Conclusão: Ação Imediata é a Melhor Estratégia

A progressividade do ITCMD é inevitável, mas o aumento da carga tributária pode ser mitigado com planejamento. Com a janela de 2025 se fechando, CFOs e consultores devem:

  1. Iniciar diagnósticos patrimoniais até junho/2025.
  2. Priorizar doações de ativos com maior valorização futura (ex: participações em startups).
  3. Documentar todas as operações para evitar questionamentos fiscais.

Para suporte especializado, consulte um escritório com expertise em planejamento sucessório e contencioso tributário. A antecipação pode gerar economias milionárias.