ITCMD Progressivo: Como a Reforma Tributária Aumenta Custos de Sucessão e O Que Fazer Agora
Reforma Tributária torna ITCMD progressivo em 2026. Saiba como planejar a sucessão para evitar aumento de até 8% na carga tributária e otimizar fluxo de caixa.
Resposta direta
Reforma Tributária torna ITCMD progressivo em 2026. Saiba como planejar a sucessão para evitar aumento de até 8% na carga tributária e otimizar fluxo de caixa.
Perguntas-chave
- O que ITCMD muda na prática para o contribuinte?
- Como Reforma Tributária afeta planejamento e tomada de decisão?
O Que Muda no ITCMD a Partir de 2026: Impacto Imediato para Empresas e Famílias
A Emenda Constitucional nº 132/23 (Reforma Tributária) estabeleceu a progressividade obrigatória do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), mas os Estados têm até 2026 para adequar suas legislações. Para CFOs, contadores e famílias com patrimônio elevado, a mudança representa:
- Aumento de até 100% na alíquota: Patrimônios acima de R$ 3 milhões poderão ser tributados em 8% (hoje, SP e MG cobram 4% e 5%, respectivamente).
- Risco de majoração do teto: A Resolução do Senado que limita a alíquota máxima em 8% pode ser revista, elevando ainda mais a carga.
- Janela de planejamento: Alterações só entram em vigor no ano seguinte à publicação da lei estadual, com 90 dias de vacância (princípios da anterioridade anual e nonagesimal).
Estados-Chave: Onde o ITCMD Já é Progressivo e Onde Vai Mudar
Confira o cenário nos três maiores Estados do país:
| Estado | Alíquota Atual | Progressividade | Projeto de Lei em Andamento |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 4% (única) | Não | PL nº 7/24: 2% a 8% (progressivo) |
| Minas Gerais | 5% (única) | Não | Em estudo (sem PL publicado) |
| Rio de Janeiro | 4% a 8% (progressivo) | Sim | Modelo já implementado |
Estratégias de Compliance para Mitigar Riscos
Com a arrecadação do ITCMD crescendo 13% acima da inflação em 2024 (Folha de S.Paulo), empresas e famílias devem agir agora:
- Antecipação de doações: Transmitir patrimônio antes da vigência das novas alíquotas pode gerar economia de até R$ 120 mil por R$ 3 milhões em SP (diferença entre 4% e 8%).
- Revisão de avaliações fiscais: Autoridades têm adotado critérios controversos para valorar bens (ex: imóveis), aumentando a base de cálculo. Contestações administrativas podem reduzir o imposto devido.
- Estruturas societárias: Holdings familiares e cláusulas de usufruto podem otimizar a transmissão de ativos operacionais sem incidência imediata do ITCMD.
- Monitoramento legislativo: Acompanhar os PLs estaduais (ex: PL 7/24 em SP) para planejar doações com 6 a 12 meses de antecedência.
Cronograma Crítico: Prazos e Obrigações Acessórias
Fique atento aos marcos temporais:
- Até dezembro/2025: Última janela para doações sob alíquotas atuais (sujeitas à anterioridade nonagesimal).
- 2026: Vigência das novas leis estaduais (ex: SP pode implementar progressividade em 1º/01/2026 se o PL 7/24 for aprovado em 2025).
- Obrigações acessórias: Estados podem exigir declarações prévias de doações ou laudos de avaliação para evitar subfaturamento.
Riscos de Não Compliance: Multas e Contencioso
A fiscalização do ITCMD tem se intensificado, com riscos para contribuintes:
- Multas: Até 100% do imposto devido por omissão de bens ou subavaliação (art. 44 da Lei nº 9.430/96).
- Contencioso: Questionamentos sobre a base de cálculo (ex: valor de mercado vs. valor declarado) têm levado a autuações. Em 2024, o STJ julgou 12 recursos sobre ITCMD, com 75% favoráveis ao Fisco.
- Planejamento agressivo: Operações como doações com reserva de usufruto podem ser desconsideradas se configurarem simulação (art. 167 do Código Civil).
Checklist para CFOs e Contadores
Prepare sua empresa ou cliente para a transição:
- Mapeie patrimônios: Identifique bens sujeitos ao ITCMD (imóveis, participações societárias, investimentos) e seus valores de mercado.
- Simule cenários: Compare o custo atual vs. futuro (ex: doação hoje a 4% vs. herança em 2026 a 8%).
- Documente avaliações: Laudos técnicos para imóveis e empresas reduzem riscos de autuação.
- Revise estruturas: Verifique se holdings ou trusts estão alinhados às novas regras (ex: incidência sobre bens no exterior).
- Treine equipes: Capacite o time jurídico e contábil sobre as novas obrigações acessórias estaduais.
O Que Fazer nos Próximos 6 Meses
Prioridades para líderes financeiros e tributaristas:
- SP e MG: Acompanhar os PLs estaduais (ex: PL 7/24 em SP) e planejar doações antes da aprovação.
- RJ e outros Estados: Revisar planejamentos sucessórios existentes para evitar surpresas com alíquotas já progressivas.
- Empresas familiares: Realizar due diligence tributária para identificar passivos ocultos em sucessões anteriores.
- Setor imobiliário: Avaliar impacto em incorporadoras e fundos de investimento (ex: transmissão de cotas).
Conclusão: Ação Imediata é a Melhor Estratégia
A progressividade do ITCMD é inevitável, mas o aumento da carga tributária pode ser mitigado com planejamento. Com a janela de 2025 se fechando, CFOs e consultores devem:
- Iniciar diagnósticos patrimoniais até junho/2025.
- Priorizar doações de ativos com maior valorização futura (ex: participações em startups).
- Documentar todas as operações para evitar questionamentos fiscais.
Para suporte especializado, consulte um escritório com expertise em planejamento sucessório e contencioso tributário. A antecipação pode gerar economias milionárias.


