Reforma Tributária: Como o IVA Dual e o IBS Impactam Contratos da Construção Civil a Partir de 2027
Fiesp lança cartilha com orientações cruciais para compliance fiscal no setor de construção. Entenda os riscos de fluxo de caixa e novas obrigações acessórias já em 2027.
Resposta direta
Fiesp lança cartilha com orientações cruciais para compliance fiscal no setor de construção. Entenda os riscos de fluxo de caixa e novas obrigações acessórias já em 2027.
Perguntas-chave
- O que IBS muda na prática para o contribuinte?
- Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?
O Que Muda nos Contratos da Construção Civil a Partir de 2027?
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou a "Cartilha Reforma Tributária e as Operações com Imóveis", um guia técnico essencial para empresas do setor de construção civil que precisam se adaptar ao IVA Dual (IBS + CBS) e ao Imposto Seletivo (IS). O material, elaborado pelo Departamento Jurídico da Fiesp, detalha como a não-cumulatividade plena e as novas regras de transição afetarão contratos privados a partir de 2027 — com impactos diretos no fluxo de caixa e nos custos de compliance.
Transição Gradual: Cronograma e Riscos para o Setor
A cartilha divide as mudanças em duas fases críticas:
- 2027–2032 (Período de Transição): Início da substituição dos tributos atuais (PIS/Cofins, ICMS, ISS) pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Empresas devem revisar contratos para evitar dupla tributação ou perda de créditos fiscais.
- A partir de 2033 (Regime Pleno): Aplicação integral do IVA Dual, com regras definitivas para contratos de longo prazo (ex: incorporações imobiliárias). Atenção especial para a incidência do Imposto Seletivo (IS) sobre materiais de construção e insumos.
Impactos Práticos: O Que Fazer Agora?
CFOs e contadores do setor devem priorizar:
- Revisão de Contratos: Cláusulas de reajuste de preços devem prever a variação da carga tributária durante a transição. A cartilha da Fiesp sugere modelos para evitar litígios.
- Sistemas de Gestão Fiscal: Adaptação de ERPs para registrar créditos do IBS/CBS e cumprir novas obrigações acessórias (ex: emissão de notas fiscais eletrônicas com códigos específicos).
- Planejamento de Caixa: Simulações de impacto no capital de giro, considerando a antecipação de tributos em operações imobiliárias.
- Treinamento de Equipes: Capacitação em compliance fiscal para evitar multas por erro na aplicação das alíquotas do IVA Dual.
Setor de Construção: Por Que a Urgência?
O setor imobiliário é um dos mais afetados pela reforma, devido à:
- Complexidade dos Contratos: Operações como incorporação imobiliária e locação de imóveis terão regras específicas para a tributação do valor agregado.
- Cadeia de Suprimentos: A não-cumulatividade plena exige controle rigoroso dos créditos fiscais em insumos, desde o cimento até serviços terceirizados.
- Risco de Contencioso: Empresas que não se adaptarem podem enfrentar autuações por substituição tributária ou erro na apuração do IBS/CBS.
Onde Acessar a Cartilha?
A "Cartilha Reforma Tributária e as Operações com Imóveis" está disponível gratuitamente no site da Fiesp. O material é estruturado em perguntas e respostas, com linguagem técnica mas acessível, ideal para advogados tributaristas e gestores financeiros.
Próximos Passos:
- Baixe a cartilha e realize um diagnóstico fiscal da sua empresa.
- Participe de eventos do SindusCon-SP e da Fiesp sobre o tema (ex: webinars sobre PLP 68/24).
- Consulte um especialista em reforma tributária para avaliar riscos específicos do seu negócio.
Nota do Editor: A transição para o IVA Dual exige ação imediata. Empresas que deixarem para 2027 podem enfrentar aumento de custos operacionais e dificuldades na obtenção de financiamentos.


