Reforma Tributária: Simples Nacional perde competitividade no B2B

Reforma TributáriaAtualizado 07/05/2026, 15:35

🚨 Reforma Tributária ameaça competitividade do Simples Nacional no B2B! Mais de 70% das empresas podem ser impactadas. Descubra os setores mais afetados e como se preparar.

Reforma Tributária: Simples Nacional perde competitividade no B2B

Resposta direta

🚨 Reforma Tributária ameaça competitividade do Simples Nacional no B2B! Mais de 70% das empresas podem ser impactadas. Descubra os setores mais afetados e como se preparar.

Perguntas-chave

  • O que Reforma Tributária muda na prática para o contribuinte?
  • Como Simples Nacional afeta planejamento e tomada de decisão?

Reforma Tributária: Simples Nacional perde competitividade no B2B

A Reforma Tributária, que promete simplificar o sistema de impostos sobre consumo no Brasil, pode trazer efeitos colaterais significativos para pequenas e médias empresas. Um estudo inédito do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) revela que o regime do Simples Nacional pode perder atratividade para negócios que atuam no modelo B2B (business to business).

O ponto crítico: créditos tributários

De acordo com o levantamento “Raio-X do Simples Nacional em 2025”, mais de 70% das empresas enquadradas no Simples não vendem diretamente ao consumidor final. Essa característica torna esses negócios especialmente vulneráveis às mudanças na lógica de créditos tributários que serão introduzidas com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), cuja transição começa em 2026.

Para o diretor do IBPT e autor do estudo, Dr. Carlos Pinto, a mudança no modelo de créditos tributários é o maior risco para os pequenos negócios do Simples. “Com a reforma, a regra muda: o crédito passará a ser equivalente ao imposto efetivamente pago pelo prestador. Se a empresa optar pela segregação da CBS e do IBS, como sugere o governo, toda a lógica que se conhece mudará”, explica.

Setores mais impactados

O estudo revela que setores estratégicos podem ser os mais atingidos pela reforma:

  • Tecnologia e serviços digitais: grande parte das empresas de TI está no Simples, mas presta serviços a companhias que demandarão créditos tributários.
  • Confecções: 84,6% das empresas fornecem para lojistas e não vendem ao consumidor final, tornando-se menos competitivas na nova lógica.
  • Logística e transporte de cargas: 62,3% das empresas do setor estão no Simples, mas podem perder espaço como prestadoras para indústrias.

Risco de perda de contratos e mercado

Segundo o Dr. Carlos Pinto, a alteração pode reduzir o interesse de grandes empresas em contratar pequenos fornecedores do Simples. “As empresas do Simples Nacional, no formato que vemos hoje, não vão ser mais interessantes, porque não geram créditos suficientes a compensar os 28% que as empresas irão pagar”, destaca o especialista.

Empresas que demorarem a se reposicionar correm o risco de perder contratos e espaço no mercado. A transição do novo sistema vai até 2033, mas os efeitos podem ser sentidos antes.

Caminhos para adaptação

Para o IBPT, a saída está no planejamento estratégico e na orientação especializada. Desde a revisão de contratos até o reenquadramento tributário, será necessário repensar a posição das pequenas e médias empresas dentro da nova realidade fiscal.

Além da reorganização interna, a mobilização coletiva é vista como essencial: “É fundamental conscientizar os empresários sobre os riscos e levar esse debate às entidades representativas. As pequenas empresas precisam entender a dimensão das mudanças e se preparar para não perder espaço no mercado”, conclui Carlos Pinto.