Simples Nacional em Risco: Como o IVA Dual e a Não-Cumulatividade Plena Ameaçam Empresas B2B a Partir de 2026
Estudo do IBPT revela que 70% das empresas do Simples Nacional operam em B2B e podem perder competitividade com a reforma tributária. Saiba como se adaptar.
Resposta direta
Estudo do IBPT revela que 70% das empresas do Simples Nacional operam em B2B e podem perder competitividade com a reforma tributária. Saiba como se adaptar.
Perguntas-chave
- O que IBS muda na prática para o contribuinte?
- Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?
O Que Muda no Fluxo de Caixa das Empresas do Simples Nacional a Partir de 2026
O início da transição para o IVA Dual (IBS + CBS), previsto para 2026, traz um alerta crítico para pequenas e médias empresas: a não-cumulatividade plena pode reduzir drasticamente a atratividade do Simples Nacional no modelo B2B. Segundo estudo inédito do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), 70% das empresas optantes pelo Simples não vendem ao consumidor final, o que as coloca em desvantagem competitiva frente a fornecedores enquadrados no Lucro Real ou Presumido.
O Ponto Crítico: Créditos Tributários e Perda de Competitividade
Atualmente, empresas tomam créditos de PIS/Cofins a uma alíquota fixa de 9,25% sobre o valor da nota fiscal, independentemente do regime tributário do fornecedor. Com a reforma, a lógica muda:
- Nova regra: O crédito será equivalente ao imposto efetivamente pago pelo prestador (IBS + CBS).
- Impacto no Simples Nacional: Empresas nesse regime geram menos créditos, tornando-se menos atrativas para clientes que buscam compensar tributos.
- Risco imediato: Perda de contratos com grandes empresas, que priorizarão fornecedores com maior geração de créditos (ex: Lucro Real).
"As empresas do Simples Nacional não serão mais interessantes para o B2B, pois não geram créditos suficientes para compensar os 28% que as empresas pagarão no novo sistema", alerta Dr. Carlos Pinto, diretor do IBPT.
Setores Mais Impactados: Tecnologia, Confecções e Logística
O estudo do IBPT identifica os segmentos mais vulneráveis à nova sistemática:
- Tecnologia e Serviços Digitais: Grande parte das empresas de TI está no Simples, mas presta serviços a companhias que demandarão créditos tributários.
- Confecções: 84,6% das empresas fornecem para lojistas (B2B), tornando-se menos competitivas na nova lógica.
- Logística e Transporte de Cargas: 62,3% das empresas do setor estão no Simples, mas podem perder espaço como prestadoras para indústrias.
Em contrapartida, negócios voltados ao consumidor final (B2C), como restaurantes e salões de beleza, devem manter vantagens no regime simplificado.
Custos de Adaptação: O Que Fazer Agora
A transição para o novo sistema vai até 2033, mas os efeitos serão sentidos antes. Para mitigar riscos, o IBPT recomenda:
- Revisão de Contratos: Avaliar cláusulas de repasse de custos tributários e renegociar termos com clientes.
- Reenquadramento Tributário: Analisar a viabilidade de migrar para o Lucro Presumido ou Real, considerando o impacto no fluxo de caixa.
- Planejamento Estratégico: Simular cenários de geração de créditos e ajustar margens de lucro.
- Mobilização Coletiva: Engajar-se em entidades representativas para pressionar por ajustes na Lei Complementar (PLP 68/24).
Novas Obrigações Acessórias: O Que Esperar
Além dos impactos financeiros, a reforma introduzirá mudanças nas obrigações acessórias:
- Sistema de Compensação: Empresas do Simples precisarão adaptar seus sistemas para registrar créditos de IBS/CBS de forma separada.
- Documentação Fiscal: Notas fiscais deverão detalhar o valor dos tributos (IBS, CBS e IS) para permitir a correta apuração de créditos.
- Prazos de Adaptação: A partir de 2026, empresas terão que emitir documentos compatíveis com o novo sistema, sob risco de multas.
Conclusão: Planejamento Tributário Não é Mais Opção
O estudo do IBPT deixa claro: a reforma tributária exige uma revisão urgente do modelo de negócios para empresas do Simples Nacional no B2B. Quem não se adaptar corre o risco de perder espaço no mercado antes mesmo da transição completa. A recomendação é clara: buscar orientação especializada e agir agora para evitar surpresas no fluxo de caixa a partir de 2026.
Fonte: Estudo "Raio-X do Simples Nacional em 2025", IBPT.


