Simples Nacional em Risco: Como o PLP 68/24 Ameaça a Sobrevivência das MPEs com IBS e CBS
O PLP 68/24 ameaça o Simples Nacional. Entenda como a reforma tributária com IBS e CBS impacta MPEs, as propostas de entidades e o cronograma.

Resposta direta
O PLP 68/24 ameaça o Simples Nacional. Entenda como a reforma tributária com IBS e CBS impacta MPEs, as propostas de entidades e o cronograma.
Perguntas-chave
- O que Simples Nacional muda na prática para o contribuinte?
- Como Reforma Tributária afeta planejamento e tomada de decisão?
Simples Nacional em Risco: Como o PLP 68/24 Ameaça a Sobrevivência das MPEs com IBS e CBS
Simples Nacional em Xeque: O Que Muda para as MPEs com a Reforma Tributária
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, que regulamenta a Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023), coloca o Simples Nacional em risco existencial. A ausência de regras claras para a não-cumulatividade plena do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) pode forçar micro e pequenas empresas (MPEs) a adotar um regime híbrido, elevando custos operacionais e burocracia. O alerta foi feito pela FecomercioSP em reunião com o senador Izalci Lucas (PL/DF), coordenador do GT da CAE do Senado.
Impactos Práticos: O Que Sua Empresa Precisa Saber Agora
- Perda de Competitividade: MPEs no Simples Nacional repassarão créditos tributários menores que concorrentes fora do regime, reduzindo margens ou inviabilizando operações.
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Custo de Adaptação: Adotar o regime híbrido (IBS + CBS separadamente) implica em:
- Duplicação de obrigações acessórias (declarações, controles de créditos).
- Aumento de custos com compliance (consultorias, softwares de gestão fiscal).
- Complexidade na apuração e recolhimento dos tributos.
- Fluxo de Caixa em Risco: A transferência de créditos da CBS no Simples Nacional está limitada a 9,25% (contra 100% no regime regular), pressionando o capital de giro.
Propostas das Entidades: O Que Está em Jogo no Senado
A coalizão liderada pela FecomercioSP (com entidades como Fenacon, ACSP e Abrasel) apresentou ao GT da CAE três demandas críticas para garantir a sobrevivência do Simples Nacional:
- Transferência Integral de Créditos da CBS:
- Manter o percentual atual de 9,25% (PIS/Cofins) ou garantir créditos integrais do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).
- Impacto: Evita desequilíbrio competitivo e preserva o fluxo de caixa das MPEs.
- Flexibilização do Regime Híbrido:
- Permitir alteração anual do regime de apuração (Simples ou híbrido), mesmo após ressarcimento de créditos de IBS/CBS.
- Impacto: Reduz a rigidez atual do PLP 68/24, que prevê adesão irretratável.
- Desonerações e Monofasia Proporcionais:
- Estender ao Simples Nacional os benefícios de alíquotas reduzidas, isenções e tributação monofásica (ex: combustíveis) do IBS/CBS.
- Impacto: Alinha o regime simplificado às regras do IVA Dual, evitando distorções.
Cronograma e Próximos Passos: O Que Monitorar
- Outubro/2024: O senador Izalci Lucas deve incluir as propostas no relatório final da CAE, a ser encaminhado ao relator da CCJ, senador Eduardo Braga.
- Novembro/2024: Votação na CCJ e possível envio ao plenário do Senado.
- 2025-2026: Implementação gradual do IBS/CBS (previsão de início em 2026 para CBS e 2027 para IBS).
Checklist para CFOs e Contadores: Prepare-se Já
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Avalie o Impacto no Fluxo de Caixa:
- Simule cenários com créditos limitados (9,25%) vs. integrais (100%).
- Projete custos adicionais com compliance no regime híbrido.
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Revise Estratégias de Precificação:
- Considere repassar parte do custo tributário adicional aos preços (risco de perda de mercado).
- Negocie prazos com fornecedores para mitigar impactos no capital de giro.
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Atualize Sistemas de Gestão Fiscal:
- Verifique se seu ERP está preparado para apurar IBS/CBS separadamente.
- Treine equipes para novas obrigações acessórias (ex: declarações digitais específicas).
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Acompanhe o Legislativo:
- Monitore alterações no PLP 68/24 via portal do Senado.
- Participe de audiências públicas (a FecomercioSP mantém canal de atualizações aqui).
Conclusão: Um Alerta para o Setor Produtivo
O Simples Nacional responde por 30% do PIB brasileiro e 61% dos empregos formais criados em 2024. A manutenção do regime não é apenas uma questão tributária, mas de sobrevivência econômica.
"A Reforma Tributária não pode ser um retrocesso para as MPEs", alerta Sarina Sasaki Manata, assessora da FecomercioSP.A pressão das entidades agora se concentra no Senado, mas empresas e profissionais devem se antecipar: o custo da inação pode ser a inviabilidade do negócio.
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