Súmula CARF 189: Como o Agronegócio Pode Recuperar Créditos de PIS/COFINS e Reduzir Custos em 2025

Súmula CARF 189Atualizado 07/05/2026, 15:35

Súmula CARF 189 libera créditos de PIS/COFINS para 'insumos do insumo' no agronegócio, reduzindo custos e otimizando caixa. Guia para empresas identificarem e aproveitarem a regra.

Súmula CARF 189: Como o Agronegócio Pode Recuperar Créditos de PIS/COFINS e Reduzir Custos em 2025

Resposta direta

Súmula CARF 189 libera créditos de PIS/COFINS para 'insumos do insumo' no agronegócio, reduzindo custos e otimizando caixa. Guia para empresas identificarem e aproveitarem a regra.

Perguntas-chave

  • O que Súmula CARF 189 muda na prática para o contribuinte?
  • Como PIS/COFINS afeta planejamento e tomada de decisão?

O Que Muda no Fluxo de Caixa do Agronegócio a Partir de 2025

A Súmula CARF nº 189, vigente desde 27 de junho de 2024, encerra uma das maiores controvérsias tributárias do setor: o direito ao crédito de PIS/COFINS sobre "insumos do insumo" na fase agrícola. Para CFOs e gestores de empresas do agronegócio, cooperativas e agroindústrias, a medida representa:

  • Redução imediata da carga tributária, com impacto direto no EBITDA;

  • Segurança jurídica para créditos antes contestados pela Receita Federal;

  • Otimização do fluxo de caixa, com possibilidade de compensação ou ressarcimento de créditos acumulados.

Quais Gastos Agora Geram Créditos de PIS/COFINS?

A súmula consolida o entendimento do STJ (Tema Repetitivo 779) e do CARF: são passíveis de creditamento despesas com produtos ou serviços essenciais para a produção de insumos agrícolas, mesmo que não incorporados diretamente ao produto final. Exemplos práticos:

  • Fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes;

  • Rações e suplementos para pecuária;

  • Insumos para produção de biocombustíveis (ex: cana-de-açúcar);

  • Serviços de preparo de solo e irrigação.

Exemplo: Uma empresa que produz ração para gado pode creditar PIS/COFINS sobre o milho utilizado como matéria-prima da ração, mesmo que o milho não seja o produto final vendido.

Impacto Financeiro: Como Calcular a Economia?

Com alíquotas de 1,65% (PIS) e 7,6% (COFINS) no regime não cumulativo, o creditamento de insumos do insumo pode gerar economias significativas. Veja uma simulação para uma agroindústria com R$ 100 milhões em despesas elegíveis:

  • Crédito potencial: R$ 9,25 milhões/ano (1,65% + 7,6% sobre R$ 100M);

  • Redução de custos: Até 15% em segmentos com cadeias produtivas longas (ex: proteína animal).

Novas Obrigações Acessórias: O Que Fazer Agora?

Para aproveitar os créditos, as empresas devem:

  1. Revisar contratos e notas fiscais para identificar despesas elegíveis;
  2. Atualizar sistemas de apuração (ERP/TMS) para segregar insumos do insumo;
  3. Documentar a essencialidade dos gastos (laudos técnicos, pareceres contábeis);
  4. Analisar créditos acumulados nos últimos 5 anos para compensação ou ressarcimento.

Atenção: A Receita Federal ainda pode contestar créditos se não houver comprovação da essencialidade e relevância dos gastos para a atividade-fim.

Riscos e Oportunidades: O Que Monitorar

  • Oportunidade: Empresas com etapas agrícolas na cadeia (ex: frigoríficos, laticínios) podem reduzir custos de produção em até 10%;

  • Risco: Autuações por creditamento indevido (ex: despesas administrativas ou não essenciais);

  • Tendência: Expectativa de ampliação do conceito de insumo para outros setores (ex: indústria farmacêutica).

Próximos Passos: Como se Preparar

  • Diagnóstico tributário: Mapear despesas elegíveis com apoio de consultoria especializada;

  • Revisão de processos: Adequar fluxos de documentação e apuração;

  • Planejamento de caixa: Projetar impacto no fluxo de caixa com base nos créditos recuperáveis;

  • Contencioso: Avaliar possibilidade de recuperação de créditos glosados nos últimos 5 anos.

Dica: A Lei Complementar 190/22 (Reforma Tributária) mantém o regime não cumulativo para PIS/COFINS até a transição para o IVA Dual (IBS + CBS). Aproveite a janela de oportunidade antes da extinção desses tributos em 2033.

Conclusão: Segurança Jurídica e Competitividade

A Súmula CARF 189 é um marco para o agronegócio, alinhando a legislação à jurisprudência do STJ e reduzindo litígios. Para empresas do setor, a medida significa:

  • Redução de custos operacionais;

  • Maior competitividade no mercado global;

  • Incentivo à formalização e investimentos.

"A não-cumulatividade plena só será efetiva se as empresas revisarem seus processos e documentarem corretamente os créditos. A Súmula 189 é um avanço, mas exige ação imediata." — Especialista em Compliance Fiscal do Nova Regra.