TRF4 Expande Créditos de PIS/Cofins: O Que Mudou no Compliance Fiscal e Como Aproveitar Já em 2025
TRF4 expande créditos PIS/Cofins: veja quais despesas geram crédito, como adaptar seu compliance fiscal e se preparar para as mudanças em 2025 com a Reforma Tributária.
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Resposta direta
TRF4 expande créditos PIS/Cofins: veja quais despesas geram crédito, como adaptar seu compliance fiscal e se preparar para as mudanças em 2025 com a Reforma Tributária.
Perguntas-chave
- O que PIS/Cofins muda na prática para o contribuinte?
- Como Créditos Tributários afeta planejamento e tomada de decisão?
TRF4 Expande Créditos de PIS/Cofins: O Que Mudou no Compliance Fiscal e Como Aproveitar Já em 2025
O Que Muda no Fluxo de Caixa das Empresas a Partir de Agora
Empresas sob o regime não cumulativo de PIS/Cofins (lucro real, faturamento acima de R$ 78 milhões/ano) ganharam um alívio tributário inédito. A 2ª Turma do TRF4 (Apelação nº 5007384-21.2022.4.04.7206) autorizou, por unanimidade, o aproveitamento de créditos sobre despesas operacionais antes questionadas pela Receita Federal. A decisão, alinhada ao Tema 779 do STJ, redefine o conceito de "insumo" e impacta diretamente a apuração mensal de tributos.
Quais Despesas Geram Créditos Agora? (Checklist para CFOs)
A decisão do TRF4 estabelece um novo paradigma para o creditamento, baseado em dois critérios: essencialidade (indispensável para a atividade-fim) e relevância (contribui diretamente para a geração de receita). Veja a lista detalhada:
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Créditos Autorizados:
- Combustíveis, lubrificantes e peças para veículos (mesmo em empresas que também vendem mercadorias);
- Manutenção de frota e pneus;
- Seguros de carga e responsabilidade civil;
- Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
- Discos tacógrafos, extintores de incêndio, lonas e cintas de amarração.
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Créditos Negados (e por quê):
- IPVA, emplacamento e licenciamento (considerados custos operacionais genéricos);
- Monitoramento e rastreio de veículos (não vinculados diretamente à atividade-fim);
- Seguro obrigatório DPVAT;
- Embalagens para transporte e pallets (classificados como materiais indiretos).
Impacto Prático: Como Adaptar Sua Apuração em 3 Passos
A decisão do TRF4 não é automática — exige revisão imediata dos processos de compliance para evitar autuações. Confira o roteiro técnico:
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Revisão de Contratos e Notas Fiscais:
Mapeie todas as despesas operacionais dos últimos 5 anos (prazo para restituição/compensação, corrigido pela Selic). Documente a vinculação direta de cada gasto à atividade-fim, com base nos critérios do TRF4. Exemplo: Para uma transportadora, um contrato de manutenção preventiva de veículos deve especificar que os serviços são essenciais para a prestação de transporte.
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Ajuste no Sistema de Apuração:
Atualize os parâmetros do seu ERP ou software de contabilidade para segregar despesas conforme a nova jurisprudência. Destaque:
- Contas contábeis específicas para despesas agora creditáveis (ex: "Manutenção de Frota - Crédito PIS/Cofins");
- Algoritmos para cálculo automático dos créditos, evitando erros manuais.
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Estratégia de Recuperação de Créditos:
Para valores recolhidos indevidamente nos últimos 5 anos, prepare um dossiê técnico com:
- Memorial descritivo das despesas (com provas de essencialidade);
- Cálculo detalhado dos créditos, incluindo atualização pela Selic;
- Modelo de petição para restituição ou compensação (via PER/DCOMP).
Riscos de Não Adequação: O Que a Receita Federal Já Está Fiscalizando
A Receita Federal tem intensificado auditorias sobre créditos de PIS/Cofins, especialmente em setores como:
- Transporte e logística;
- Indústria (insumos indiretos);
- Serviços (despesas com tecnologia e segurança).
O Fisco utiliza cruzamento de dados (EFD-Contribuições, SPED Fiscal) para identificar créditos indevidos. Empresas que não ajustarem seus processos podem enfrentar:
- Autuações com multas de até 150% sobre o valor creditado;
- Glosas em créditos futuros;
- Inclusão no "Programa de Fiscalização por Malha Fina".
Como a Reforma Tributária (IBS/CBS) Afeta Essa Decisão?
Com a iminente implementação do IVA Dual (IBS + CBS), a partir de 2026, a discussão sobre créditos ganha ainda mais relevância. Pontos críticos:
- Não-Cumulatividade Plena: O IBS e a CBS adotarão o princípio da não-cumulatividade plena, permitindo créditos sobre todas as despesas essenciais, sem as restrições atuais do PIS/Cofins. A decisão do TRF4 pode servir como precedente para interpretações futuras.
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Transição de Regimes: Empresas que hoje aproveitam créditos no PIS/Cofins terão que adaptar seus sistemas para o novo modelo. A migração exigirá:
- Reclassificação de despesas conforme a nova legislação (PLP 68/24);
- Treinamento de equipes para evitar erros na apuração do IBS/CBS.
- Imposto Seletivo (IS): Alguns insumos hoje creditáveis no PIS/Cofins (como combustíveis) podem ser onerados pelo IS, impactando a cadeia de suprimentos.
Próximos Passos: Como se Preparar
Para empresas que desejam aproveitar a decisão do TRF4 e se antecipar à Reforma Tributária, recomendamos:
- Auditoria Tributária: Contrate um escritório especializado para revisar despesas dos últimos 5 anos e identificar créditos não aproveitados.
- Atualização de Sistemas: Integre módulos de compliance fiscal ao seu ERP para automatizar a apuração de créditos.
- Treinamento de Equipes: Capacite contadores e advogados internos sobre os novos critérios de creditamento e os impactos da Reforma Tributária.
- Monitoramento Jurisprudencial: Acompanhe decisões do STJ e do CARF sobre o tema, especialmente após a implementação do IBS/CBS.
Fale com Especialistas
A equipe de Contencioso Tributário do Honda, Teixeira e Rocha Advogados está à disposição para auxiliar na revisão de despesas, elaboração de estratégias de recuperação de créditos e adaptação à Reforma Tributária. Entre em contato:
- Renata Souza Rocha: [email protected]
- Daniela Franulovic: [email protected]
- Régis Pallotta Trigo: [email protected]
- Lucas Munhoz Filho: [email protected]


